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Em entrevista, Dr. Gilson acusa ex-secretário Luís Fernando de falhas na Saúde e diz que gestão sofreu sabotagem em Grajaú

Fonte: Direto da Redação: Wellyngton Sampaio Sampaio 18/06/2026 08:57
Em entrevista, Dr. Gilson acusa ex-secretário Luís Fernando de falhas na Saúde e diz que gestão sofreu sabotagem em Grajaú
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Durante entrevista concedida ao jornalista Djacy Oliveira, no programa Maranhão 360°, da Visual TV, nesta quarta-feira (17), o prefeito de Grajaú, Dr. Gilson Guerreiro, fez duras críticas à condução da Secretaria Municipal de Saúde durante o período em que a pasta foi comandada pelo atual vice-prefeito Luís Fernando. Segundo o gestor, falhas administrativas teriam comprometido o funcionamento de serviços essenciais da rede pública de saúde. Veja o vídeo no final da reportagem.

Segundo o prefeito, a gestão sempre garantiu autonomia aos secretários para apresentar demandas e solicitar materiais necessários ao funcionamento das secretarias, desde que os procedimentos administrativos fossem respeitados. Dr. Gilson afirmou que uma das exigências de sua administração era que todas as compras passassem pelo setor responsável da Prefeitura.

“Eu deposito toda a confiança nos meus secretários, mas há uma exigência que eu sempre faço: eu não permito desvio de conduta. Não aceito. Nós exigimos que todas as secretarias, com as necessidades materiais para funcionar, fizessem seus pedidos e encaminhassem ao setor de compras”, declarou.

Ao comentar a falta de medicamentos registrada nos primeiros meses de sua administração, Dr. Gilson afirmou que a Prefeitura nunca proibiu a compra de remédios, mas que os pedidos deveriam seguir os procedimentos estabelecidos pela gestão. Segundo ele, a situação começou a se agravar quando foi exigido que as demandas fossem encaminhadas ao setor central de compras do município.

“Infelizmente, eu tenho que admitir que alguém pecou. Alguém pecou porque sempre teve a liberdade de fazer as compras. Nós nunca impedimos, mas quando se tornou mais rigorosa a exigência de ir ao setor de compras, começamos a sofrer sabotagem. O termo é esse: sabotagem”, declarou o prefeito.

Dr. Gilson também afirmou que a confiança depositada na condução da pasta foi quebrada e sugeriu que interesses particulares teriam dificultado o encaminhamento das demandas da saúde.

O que houve foi um período em que infelizmente nós depositamos confiança e esses pedidos não chegavam até o setor de compras. Alguém simplesmente começou a entender: ‘Ah, não vou poder comprar? Não vou poder colocar uma pessoa minha para comprar? Então eu não vou levar a demanda’. E isso trouxe prejuízo, sim”, afirmou.

Outro ponto abordado pelo prefeito foi a situação de unidades básicas de saúde construídas em gestões anteriores, mas que, segundo ele, permaneceram fechadas sem atender a população. Dr. Gilson citou estruturas localizadas em regiões como Andaraí, Macaúba e Angico.

Por que foram construídos postos de saúde e não colocados para funcionar? Hoje isso chega nas minhas costas como cobrança. Eu visitei algumas dessas unidades e fiquei com uma sensação horrível ao encontrar prédios fechados, com equipamentos sem uso e sem atendimento à população”, disse.

Apesar das críticas, o prefeito ressaltou que a atual administração pretende recuperar e colocar em funcionamento as unidades citadas. Segundo ele, a responsabilidade agora é da gestão municipal.

“Hoje está sobre mim, mas eu vou colocar para funcionar. Nós não estamos aqui para culpar ninguém. Estamos assumindo a responsabilidade e trabalhando para levar a saúde para frente”, concluiu.

 

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